Detetive Particular conta desafios e cotidiano da profissão

Detetive Particular conta desafios e cotidiano da profissão

ferramentas da investigação particular

O profissional que trabalha com investigação particular deve seguir diversos cuidados relacionados com sigilo, discrição e proteção da identidade do cliente.

O preparo para atuar na área começa com um curso de especialização que dura cerca de dois meses. No primeiro módulo os estudantes aprendem técnicas de como seguir os investigados sem serem notados, como manter-se no ponto certo do carro ou mesmo mudar de roupa para não ser notado.

A Detetive Daniele, que atua nessa área há 10 anos, conta que a credibilidade é fundamental. Para conquistar a confiança dos clientes ela trabalha com contrato de serviço, que estipula tempo de investigação, custo, contrapartidas do investigador e outros detalhes.

Desafios do detetive particular

Os detetives passam por diversos desafios no exercício da profissão. Daniele conta algumas experiências acumuladas nos anos de atuação na área, como o momento em que revela a um cliente sobre a traição do parceiro (a).

“É preciso cautela para lidar com o cliente na hora da revelação, alguns choram, outros ficam com raiva, xingam, ficam quietos, demoram para acreditar, mas com as provas, vídeos e fotos, não tem como negar”, conta.

A profissional já passou por situações complicadas. Ela revela um caso onde o marido, ao descobrir a traição da parceira, queria que a profissional informasse o endereço do amante com a intenção de matá-lo.

Neste momento, a especialista precisa ter muita sensibilidade para aconselhar o cliente e persuadi-lo a mudar de ideia, o que nesta situação fez toda a diferença.

Ao aceitar um caso, a detetive particular analisa a situação e já estipula um período necessário para fazer a investigação.

Durante este tempo, a profissional pode ficar entre 10 e 12 horas consecutivas seguindo um investigado, o que exige grande disposição e, claro, paixão pela área.

Os recursos do investigador

Há 10 anos, quando começou a atuar como detetive, Daniele conta que o principal recurso utilizado era a câmera de vídeo.

Mas como o aparelho era muito maior do que os atuais dispositivos, era necessária muito mais atenção para não ser notada. Atualmente, com os avanços da tecnologia, os recursos mudaram muito e com isso o cotidiano da profissão. Conheça alguns objetos:

Chaveiro: o chaveiro com micro câmera permite monitorar e gravar imagens do investigado em ambientes públicos, como restaurantes. Ele faz imagens de alta qualidade, mesmo à distância, e com áudio.

Celular: um recurso muito utilizado atualmente são softwares espiões instalados em celulares que possibilitam monitorar ligações, torpedos, mensagens do WhatsApp e do Facebook do investigado, além de permitir ouvir os sons do ambiente em que a pessoa está. No entanto, para usar essa alternativa, a profissional precisa ter consentimento de um responsável.

Relógio: com as mesmas funcionalidades do chaveiro, o relógio permite que o investigador grave imagens sem ser notado. Veja também a caneta espiã.

Clientes da detetive

O detetive particular é contratado por públicos e finalidades distintas. Entre os três tipos de investigação mais realizadas estão:

  • Conjugal: casais que querem descobrir a existência ou não de uma traição;
  • Empresarial: empresas que desconfiam da conduta de um funcionário, como no caso de licenças por motivos de saúde;
  • Familiar: pais que querem saber quais são as companhias dos filhos.

A profissão de detetive particular continua como uma das que despertam mais curiosidade. O importante é que o cliente que contratar o serviço tenha confiança na profissional escolhida e se assegure do recebimento das provas e relatórios por meio de um contrato.

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