Como o detetive particular descobre que o suspeito está mentindo

Como o detetive particular descobre que o suspeito está mentindo

Quando os serviços de um investigador são solicitados, a primeira e mais lógica evidência que irá guiar seu trabalho é a certeza de uma instabilidade na ordem vigente.

É justamente com base neste dado que o detetive particular irá analisar estratégias, refletindo de antemão qual seria a melhor tática para dar início a uma investigação sobre a natureza de um caso.

Em que situações um detetive particular é procurado?

Se o problema tiver origem numa dúvida de foro conjugal, normalmente os serviços do profissional irão envolver procedimentos de monitoramento com vistas a encontrar os tradicionais “fios soltos”, por meio dos roteiros rastreados, a regularidade de visitas excepcionais, descrição de espaços não informados, dias e horários em que encontros suspeitos são realizadas e eventuais personagens que estejam presentes no núcleo delimitado pelo detetive durante a sua investigação.

No entanto, se o caso estiver atrelado a uma questão de foro empresarial, o detetive particular irá fazer um reconhecimento prévio do espaço.

Uma das mais tradicionais estratégias nestes casos será a infiltração, na qual o investigador particular irá sondar o ambiente, esquadrinhando espaços e dispositivos eventualmente colocados em áreas estratégicas, como escutas telefônicas, câmeras escondidas, aparelhos de captação de áudio ou mesmo softwares suspeitos instalados nos computadores da empresa.

Muitas vezes, no entanto, o trabalho de investigação não envolve o uso de tantos instrumentos, bastando que uma breve conversa seja suficiente para chegar ao desfecho de um caso.

Analisando o discurso de um personagem

Chegar à conclusão de que alguém está mentindo, é, antes de me mais nada, estar consciente de que uma mentira é um discurso feito com a intenção de convencer alguém de um fato.

Mas a natureza desta convicção é normalmente permeada por fragilidades que ficam mais ou menos expostas. A cognição é uma capacidade que o suspeito irá possuir de tornar seu discurso minimamente coerente.

Reunir elementos, episódios e tornar uma ficção próxima da verdade exigirá tempo e atenção. Portanto, durante uma conversa informal delegar à pessoa um atividade extra durante a condução de sua narrativa poderá tornar vulnerável a organização da estória. O corpo é também termômetro capaz de apontar uma mentira.

Observar os movimentos do suspeito, a direção do olhar e seus gestos é uma forma de analisar a veracidade do que é dito.

Outro sinal de que alguém está mentindo pode ser encontrado na organização frasal. Geralmente, períodos curtos compostas por pronomes “ele” e “ela” em detrimento de “eu” e “meu” são formas inconscientes do investigado descomprometer-se do episódio narrado.

Por fim, evitar respostas que demandem o uso de “sim” ou “não” também configuram-se como estratégias para descobrir uma mentira.

Mas é sempre bom salientar que o mentiroso pode ser um estrategista, fato que irá demandar o uso destas orientações e, possivelmente, descobrir as fragilidades de seus argumentos.

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